Músico, poeta e escritor luso-brasileiro, Luca Argel apresenta na sua obra uma sonoridade singular, assente num intenso processo de investigação sobre as raízes do samba e as suas ligações à herança colonial portuguesa.
Em 2016 editou o álbum de estreia Tipos que tendem para o silêncio, ao qual se seguiram Bandeira (2017) e Conversa de Fila (2019), ambos amplamente elogiados pela inteligência das letras e pela doçura da sua voz. Em 2021 regressou com o aclamado Samba de Guerrilha, um disco que revisita a história política do samba, os seus protagonistas e o papel central que desempenharam na luta contra a escravatura, o racismo, a pobreza e a ditadura militar brasileira. A revista Blitz distinguiu-o como um dos Álbuns do Ano em 2021.
A viver em Portugal há mais de uma década, Luca Argel tem promovido de forma consistente a contaminação artística e as colaborações musicais, uma marca recorrente do seu percurso: com Ana Deus (Três Tristes Tigres) no projecto Ruído Vário; com o músico e DJ portuense Keso; e com a amplamente reconhecida artista A Garota Não, no single “Países que ninguém invade”. Artista multifacetado, criou ainda uma obra cénica multidisciplinar com a actriz Nádia Yracema e o ilustrador António Jorge Gonçalves, baseada no álbum homónimo e ainda em digressão, Samba de Guerrilha.
Com o single “Peça desculpas, senhor Presidente” (2023), antecipou Sabina, um álbum de originais inspirado no Candomblé e na história do Brasil, abordando temas contemporâneos urgentes como o racismo, a justiça, a solidariedade e outras desigualdades sociais. Ao vivo, Luca Argel conquista o público com sonoridades afro-brasileiras que dialogam com o rock, o funk e, naturalmente, o samba — sempre conduzidas por uma poesia marcante e por mensagens que comovem e convidam à reflexão. Os seus concertos são luminosos, dançáveis e vibrantes, não deixando ninguém indiferente.
Em 2025, Luca Argel deu continuidade à digressão nacional após a marcante participação no Festival da Canção da RTP com o tema “Quem Foi?”. Apesar de uma agenda intensa, que incluiu concertos de destaque como no FMM Sines – Festival Músicas do Mundo, lançou o livro/EP Meigo Energúmeno: Notas para uma Leitura Anti-Machista de Vinicius de Moraes, realizou a sua primeira digressão a solo no Brasil e apresentou o EP O Vencedor / Lenço Enxuto, que estabelece uma ponte entre o seu percurso pessoal e criativo e os temas que têm marcado a sua reflexão artística recente. Este trabalho inclui duas versões intimistas de canções que marcaram o seu trajecto artístico e pessoal: “O Vencedor”, de Marcelo Camelo (Los Hermanos), e “Lenço Enxuto”, de Samuel Úria. Duas vozes, dois países, dois tempos — e um tema comum: a vulnerabilidade masculina.
Em Janeiro de 2026, Luca Argel aprofunda esta escuta íntima e necessária com O Homem Triste. Produzido por Moreno Veloso, o álbum ganha nova intensidade em concerto, onde palavra, silêncio e música se encontram num raro espaço de escuta atenta. O Homem Triste parte de uma experiência íntima para reflectir sobre a forma como muitos homens aprendem — ou não — a lidar com as suas próprias emoções. Frustração, tristeza, fracasso e fragilidade atravessam estas canções sem respostas fechadas, mas com empatia e honestidade.
As músicas ecoam a tradição da música popular brasileira, do folk e da canção de autor contemporânea, colocando sempre a palavra no centro. A produção sensível de Moreno Veloso faz-se igualmente sentir em palco, no respeito pelo tempo de cada canção e pela respiração do concerto. Mais do que apresentar um álbum, estes espectáculos propõem um encontro: com as canções, com emoções tantas vezes silenciadas e com a possibilidade de escutarmos os outros — e a nós próprios — com maior atenção.
SAMBA DE GUERRILHA
Samba de Guerrilha é um projecto transdisciplinar e multidisciplinar concebido e criado por Luca Argel, que integra quatro vertentes distintas: um álbum discográfico, uma publicação literária, ilustração e um espectáculo que reúne as três disciplinas em palco.
VISITA
VISITA é o sexto álbum de estúdio do músico, poeta e escritor luso-brasileiro Luca Argel. Neste novo trabalho, o artista volta-se para dentro e reflecte sobre o seu próprio percurso musical, apoiado nos arranjos ousados e na mestria interpretativa da pianista baiana Pri Azevedo.
CITAÇÕES DE IMPRENSA
“Pelos caminhos da narração, nas histórias do quotidiano, na disputa das invisibilidades, tudo se encaixa, se articula e dialoga na narrativa de Luca Argel — um dos músicos mais comoventes, desafiantes e inventivos com quem temos o privilégio de partilhar este tempo.”
Rimas e Batidas
“[…] o álbum O Homem Triste eleva a arte de Luca Argel a um novo patamar na música do século XXI. Numa época em que a maioria das canções parece feita de flores de plástico, Luca Argel alimenta-se de emoções e reflexões reais em O Homem Triste.”
GLOBO, POP & ARTE




